domingo, 31 de outubro de 2010

Qual o seu Preço??


O Brasil nos últimos anos se tornou um país empreendedor, essa tendência teve inicio a partir da década de 90 e vem se fortalecendo nos dias atuais pela estabilidade da economia. O espírito empreendedor gera novos empregos, segundo o IBGE, o Brasil tem hoje 4 milhões de micro empreendedores com até cinco funcionários e outros 18 milhões que trabalham sozinhos. Contudo outro dado não tão bom assim revela que 37% das empresas fecham no primeiro ano de funcionamento, média de mortalidade entre quatro novos negócios. Esse quadro está intimamente ligado a gestão do negócio, pois além da habilidade e atitude é necessário que o empreendedor esteja sempre em busca de novos conhecimentos, compreendendo tanto expressões globais da economia quanto a condição econômica local e suas implicações no tipo de negócio no qual pretende investir.
Um assunto que muitas vezes é posto de forma simplista é a atribuição do preço de um produto ou serviço.  Estabelecer a formação do preço não é uma tarefa tão simples, pois exige do empreendedor conhecimentos dos componentes que dão origem ao preço, porém o que se observa é que a grande maioria calcula baseado apenas nas experiências dos concorrentes, o que mascara os custos e o lucro da empresas. Essa prática traz sérias conseqüências desde preços de venda abaixo do valor real, o que diminui os lucros das empresas e gera dificuldades para identificar e fixar ações para redução de custos e despesas, levando muitas empresas a operar com custos e despesas mais altos do que deveriam. Além disso, muitos empreendedores têm a ilusão de que estão operando com lucro e muitas das vezes apenas estão trocando “dinheiro por mercadoria”.
            Portanto, na hora de formular seu preço de venda tenha sempre como parâmetros os seguintes componentes: custos variáveis e fixos, despesas direta e indireta, margem de contribuição do produto, volume de venda, lucro pretendido entre outros. . Estudos de conjuntura de mercado e conhecimentos acerca destes elementos e da realidade dos empreendimentos regionais podem ser acessados através de assessoramentos técnicos fornecidos por profissionais da área de economia ou mesmo através de participações em cursos de curta duração oferecidos por diversas instituições especializadas. Outro ponto que não pode deixar de ser observado na gestão de pequenas e médias empresas é o perfil e a situação do mercado consumidor, ou seja, o cliente e a concorrência. Isso irá auxiliar a alcançar metas a curto, médio e longo prazo, pois tendo idéia da condição do mercado global e local, avaliando a atribuição de valor e garantindo preços justos para todas as partes, investindo nos recursos gerais da empresa e adquirindo conhecimentos constantemente permitirá o sucesso do negócio, pode até dar trabalho, mas vale a pena o sacrifício. Nunca esqueça! seu negócio, é a garantia da sua sobrevivência e empregabilidade dos seus funcionários.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Trecho do livro Investimentos Inteligentes do autor Gustavo Cerbasi.

"Como eu não consigo ganhar mais do que 0,8% ao mês nos investimentos,em vez de poupar eu decidir comprar um áutomovel financiado, já que a concessionária me ofereceu juros de 0,49% ao mês, em sessenta e sem entrada"
                          

                 Quem utiliza o argumento  acima acredita que gastará menos nos finaciamentos do que se poupasse para comprar o carro à vista daqui a cinco anos, ou poupar durante um prazo menor para dar uma entrada e amenizar o prazo de finaciamento. O raciocíonio é equivocado por dois motivo:primeiro, porque pagar juros é sempre mais caro do que ganhar juros, não importa a diferença entre as duas taxas;segundo, que, em 100% dos casos de oferta de financiamentos, a taxa anunciada jamais é real, pois ela não embute custos elevados de IOF,a taxa de Abertura de Crédito(TAC), os custos de cobrança, seguro fiança e até custos de impressão de boletos. Na prática nenhum finaciamento trabalha com taxas inferiores às que você ganhará investindo com segurança e qualidade, pois o banco lucra com a intermediação, captando recursos sempre com custo abaixo do preço que cobra para emprestar. ( pág.29)


domingo, 17 de outubro de 2010

Poupar ou Gastar? Eis a questão!


Em um passado não muito distante vivíamos uma época em que a única opção que tínhamos era gastar, pois os preços oscilavam todos os dias.  Era impossível prever quanto se iria gastar. A cada dia tudo era vendido a um preço diferente. Durante as décadas de 1980 e 1990, esse movimento de alta nos preços ficou conhecido como Inércia Inflacionária, o que causava uma perda do poder aquisitivo. Como forma de controlar a inflação vários planos econômicos foram criados. Quem não se lembra dos Planos Cruzado, Collor e Verão? Para ser ter uma ideia no final dos anos 80 e início dos anos 90, os índices inflacionários chegaram a mais de 80% ao mês.
Foi somente com o Plano Real, em 1994, iniciado com o Presidente Itamar Franco e consolidado com o Presidente Lula, que o fantasma da inflação parece ter chegado ao fim. A estabilidade da moeda foi conquistada com uma série de medidas: política da taxa de juros e controle do câmbio. Com a inflação baixa o trabalhador voltou a ter poder de compra e, mais que isso, a possibilidade de projetar o futuro através da organização e da previsibilidade das contas familiares a partir do planejamento financeiro. Contudo, o que se percebe é que não sabemos nos planejar financeiramente e, muitas vezes, os descontroles dos gastos pessoais, as contas no vermelho, além de gastos excessivos ou desnecessários, endividamento desenfreado e descontrole no uso do cartão de crédito são alguns desafios comuns a muitos brasileiros de todas as classes sociais. Equilibrar as finanças pessoais e até mesmo a educação financeira são fundamentais para a manutenção de uma vida financeira saudável no presente e para futuro. Para isso, é necessário que comecemos a tomar algumas posturas importantes em relação ao dinheiro.
Poupar ou gastar? Eis a questão! A primeira regra básica é nunca gastar mais do que se ganha. Por mais clichê que seja, é necessário que tenhamos isso em mente. Uma ferramenta simples que podemos utilizar é fazer um orçamento de nossas despesas através de uma planilha que liste todos os gastos mensais, como aluguel, financiamento, condomínio, conta de energia elétrica, água, telefone, internet, lazer, alimentação, entre outros. Dessa forma, podemos comparar todos os gastos com a remuneração mensal. A planilha auxilia, ainda, a visualizar quais itens estamos gastando mais e com o quê, e os endividamentos a curto e longo prazos, facilitando o planejamento. Em sites como www.organizze.com.br e www.coreconpara.org.br há planilhas disponíveis para o seu uso. Basta fazer o download e mãos a obra. Vale lembrar que é necessário que se tenha disciplina, pois sem saber exatamente quanto se gasta por mês e para onde o dinheiro está indo é pouco provável que sobre alguma coisa até o final do mês, ou mesmo para poupar.
E por falar em poupar, o ideal é que se guarde parte dos seus ganhos, podem ser 5% ou 10% em uma conta poupança. É você quem determina, pois só você conhece suas necessidades e anseios. Essa postura ajudará no futuro, caso venha a precisar de uma quantia em qualquer eventualidade, pois os juros de cheques especiais, cartão de crédito e empréstimos ainda são as piores formas de endividamento, já que os juros podem chegar a até 10% ao mês. É importante ressaltar que o uso do cartão de crédito vale para parcelas que não acrescentam juros, e a fatura deve ser sempre paga na data do vencimento sem financiar parte alguma.
Sempre que puder, prefira pagar a vista ou em menos parcelas possíveis. Estipule metas financeiras a curto, médio e longo prazo. Escreva as coisas que você pretende conquistar. As metas claras e definidas o ajudarão, a saber, se você está vivendo como planejou.
A intenção não é parar de consumir, mas consumir de forma consciente e planejada, uma vez que o cenário econômico do país tem permitido a aquisição de bens de consumo que, em um passado não muito distante, eram impossíveis de serem adquiridos por uma grande parcela da população. Ao iniciar o exercício do orçamento doméstico, muitas pessoas se assustam. O retrato que aparece não é tão bom como se quer. Quantas pessoas perdem seu crédito, transformam suas dívidas em uma verdadeira “bola de neve”? Poupar e gastar não precisa andar em lados opostos e muita menos uma excluir a outra. Podem e devem andar ao mesmo lado, e isso só depende de nossas condutas e disciplina em relação ao dinheiro.
           www.organizze.com.br
            www.inadimplencianobrasil.com.br